A Alemanha que empolga, que impõe respeito. Reflexo do entusiasmo com uma geração dourada e vencedora. Foi assim que eles desembarcaram na Rússia no dia 12 de junho para a defesa do título da Copa do Mundo. Apenas dezesseis dias depois, de maneira vexatória, saem de cena no Mundial. Pela porta dos fundos.

A Alemanha que assusta, considerada infalível, vacilou feio. O grupo convocado por Joachim Löw virou um versão mal feita daquela equipe campeã do mundo há quatro anos. A mistura de nove remanescentes do tetra (Neuer, Boateng, Ginter, Hummels, Khedira, Kroos, Özil, Draxler e Müller) com jovens promissores parecia perfeita. Não foi.

Deu muito certo nas eliminatórias europeias. A Alemanha venceu as dez partidas que fez e se classificou com folga. Na Copa das Confederações, no ano passado, só os garotos jogaram e nem tiveram trabalho pra ficar com o título. Só que na hora “H”, na Copa, foi uma equipe sem conexão, insossa, ainda verde.

O jogo decisivo contra a Coreia do Sul, pela terceira rodada do Grupo F, foi um compilado de tudo aquilo que deu errado na reta final da fase de preparação. O time de Joachim Löw ganhou apenas uma partida amistosa, contra a fraca Arábia Saudita. Ainda assim, sem empolgar e com placar magro: 2 a 1. Além disso, empatou com a Espanha e perdeu para Brasil e Áustria.

Essa sequência abaixo da expectativa foi minimizada pelo técnico e pelos jogadores. Havia a promessa de que, quando fosse para valer, o time voltaria aos melhores momentos, à melhor forma. Não aconteceu.

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